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Boas práticas jurídicas para o People Commerce

Este texto foi co-desenvolvido pela Onawa e o escritório Lins & Gioia Advogados, com o objetivo de, com uma linguagem simples e acessível, oferecer algumas orientações essenciais para o relacionamento entre a empresa e seus Lovers.


As boas práticas aqui mencionadas, quando internalizadas pela empresa, garantirão adequação das atividades ao cenário jurídico atual e aumentarão a segurança do seu negócio.


O importante é que a empresa entenda que o People Commerce

necessita de uma cultura de cooperação, na busca de satisfação mútua.

A relação entre empresa e Lover então, deve ser uma relação de parceria. Logo, não cabe na relação o estabelecimento de metas, a supervisão de atividades, a fiscalização de rotina de trabalho, a cobrança de frequência (mesmo em treinamentos ou reuniões).


A ideia é que a empresa ative o canal de Lovers pelo bom relacionamento que possui com eles e não por estabelecimento de metas.


Estas devem ser estabelecidas pelo próprio Lover, com caráter de meta pessoal.


O Lover precisa ter liberdade para ter iniciativas autônomas, sem que a empresa precise fornecer um lugar físico, ou qualquer instrumento de trabalho, (celular, rádio, palmtop, etc), para que ele desempenhe as atividades.


Para organizar essa relação, deixando "todos os pingos nos is" e todas as cartas à mesa, é necessário um contrato.


Mas atenção:

O sucesso da relação entre empresa e Lovers está nas práticas cotidianas que serão adotadas. Portanto, a forma como se concretiza o relacionamento vale muito mais do que o formalizado por escrito.


Exemplos do que a marca não deve fazer:

  • Obrigar ou cobrar a participação dos LOVERS em eventos, reuniões ou treinamentos;

  • Definir metas de desempenho para os LOVERS;

  • Expor ou cobrar resultados de vendas dos LOVERS;

  • Exigir dedicação exclusiva do LOVER à sua marca;

  • Aplicar qualquer tipo de sanção disciplinar aos LOVERS;

  • Tratar ou posicionar o LOVER como representante ou preposto de qualquer natureza da marca;

  • Determinar tarefas para os LOVERS diretamente relacionadas à sua atividade fim, etc.


Exemplos do que a marca deve fazer:

  • Alterar a nomenclatura “LOVER” e adaptá-la conforme for melhor para o seu negócio!

  • Convidar os LOVERS para participarem de eventos, treinamentos e reuniões;

  • Criar programas de incentivo;

  • Pesquisas de satisfação com os LOVERS;

  • Postar nas redes sociais as histórias dos LOVERS (lembre-se que para isso haverá necessidade de autorização expressa do LOVER, combinado?).


Recadinho do LOVER:

Eu sou apaixonado pelo meu nome. Se for trocá-lo, use a criatividade, mas não esqueça: não sou representante e nem distribuidor da sua marca.

Seguindo essas dicas básicas, a empresa criará uma cultura de boas práticas com os Lovers e estará protegida contra o estabelecimento de vínculos trabalhistas.


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